Controle de estoque de peças: o que sempre precisa ter na bancada
Como definir estoque mínimo, escolher quais peças manter e evitar perder serviço por falta de peça na assistência técnica.
Perder um serviço por falta de peça é o vazamento mais bobo de uma assistência. O cliente já estava na sua loja, já queria pagar, e foi embora.
Comece pelo que você mais vende
Levante os últimos 90 dias de ordens de serviço e liste as peças usadas, da mais frequente para a menos. Normalmente umas 15 peças respondem por quase todo o movimento. É nelas que fica o seu dinheiro parado — e é nelas que não pode faltar.
Estoque mínimo, na prática
Estoque mínimo = consumo por semana × semanas até a peça chegar + 1 de folga
Se você usa 4 telas de determinado modelo por semana e o fornecedor entrega em 1 semana, o mínimo é 5. Quando bater em 5, compre.
O que manter e o que não manter
Manter sempre: telas e baterias dos 5 modelos mais atendidos, conectores de carga comuns, películas, capinhas de giro rápido, parafusos, fitas e colas.
Comprar sob demanda: peças de aparelho antigo, modelos raros, placas e peças caras de giro lento. Dinheiro parado em prateleira é dinheiro que não vira nada.
Controle que funciona
- Toda peça usada baixa na hora, dentro da ordem de serviço. Baixa "depois" nunca acontece.
- Toda entrada é registrada com custo de compra, não só quantidade.
- Peça devolvida volta ao estoque. Serviço cancelado sem devolução gera furo.
- Contagem mensal das 15 peças principais. Diferença é sinal de processo, não de má-fé.
- Alerta de mínimo — o sistema avisa antes de acabar, não depois.
Os números que importam
- Giro: quantas vezes a peça vendeu no mês. Giro baixo = capital preso.
- Custo médio: para saber o lucro real do reparo.
- Ruptura: quantas vezes faltou. Cada ruptura é um serviço que quase foi embora.
No CellMaster OS cada peça tem custo, preço e quantidade; a baixa acontece sozinha ao usar na OS ou vender no balcão; a devolução repõe automaticamente; e o alerta de mínimo aparece antes de você perder o cliente.
